Fonte:
http://info.abril.com.br/noticias/tecnologia-pessoal/ministro-nao-sabe-o-que-fara-com-eletronet-16122009-40.shl
Ministro não sabe o que fará com Eletronet
BRASÍLIA - O ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse hoje (16) que o governo vai investir para melhorar as redes de fibra ótica herdadas da massa falida da Eletronet.
Ele disse que o governo ainda não decidiu o que fará com essas redes e não quis se pronunciar sobre o assunto para evitar “especulações” a respeito da reativação da Telebrás.
“O mais importante é que o governo está de posse e, estando de posse, ele tem segurança para investir. Por que de que adianta eu ter essas linhas se não puder investir nelas? Então agora eu estou ciente de que eu posso investir, isso é um bom caminho”, afirmou Costa.
Na época em que foi divulgada a criação de um Plano Nacional de Banda Larga, cogitou-se a possibilidade de criação de uma nova estatal para concorrer com as empresas privadas, na tentativa de baratear os custos do acesso à internet de alta velocidade. A ideia não é aprovada pelo ministro nem pelos empresários do setor que querem que o governo disponibilize sua infraestrutura de fibras óticas para que elas possam ofertar o serviço em locais menos interessantes economicamente.
Hélio Costa, que esteve em audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado, também criticou a taxa de interconexão cobrada pelas operadoras de telefonia móvel para ligações entre empresas. Na opinião do ministro, essa taxa encarece o preço das ligações e deve ser renegociada.
“Se você, fazendo uma ligação dentro da mesma empresa, pode ter um custo bem inferior, por que ele tem que ser tão superior quando você faz a utilização da rede da outra empresa? Todo mundo entende que a interconexão tem sido a grande vilã dos preços altos da telefonia. As empresas vão ter que encontrar soluções para isso”, afirmou.
Diante da dificuldade de se conseguir redução tributária nos estados para a ampliação do acesso à telefonia e internet móveis, o ministro considera que a redução da taxa de interconexão pode ser um instrumento de negociação.
“Não há intenção de reduzir carga tributária, mas eu acho que nós podemos fazer um esforço, tanto da parte das empresas de reduzir a taxa de interconexão, quanto dos governos estaduais e do governo federal. Se todo mundo diminuir um pouquinho, eu acho que a gente pode ter uma redução considerável na taxa de telefonia no Brasil”, afirmou.
O ministro disse ainda que o Plano Nacional de Banda Larga deve ser divulgado até 20 de janeiro do próximo ano, conforme solicitado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um dos objetivos da proposta é aumentar a conexão de internet de alta velocidade no Brasil dos atuais 19 milhões de pontos de acesso para 90 milhões até 2014.
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